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Você julga os outros em pensamentos e palavras?

Aha! Levanta a mão e bate aqui! Quem nunca?

Não tem como né, a gente sempre acaba caindo no julgamento quando a atitude das outras pessoas não condiz com aquilo que consideramos adequado. E bem, a verdade mesmo é que esse é um comportamento tão enraizado na nossa cultura que nem percebemos que ele existe. Quando você menos espera, pah, tá lá o julgamento nos pensamentos e muitas e muitas vezes escorregando pela boca afora.

E você sente prazer quando julga os outros? Pode confessar, aqui baixinho para mim, não conto pra ninguém. Eu muitas vezes apreciei julgar uma atitude inadequada, então se você aprecia, não sou eu quem vai te apontar o dedo, pode acreditar.

Agora, você aprecia ser julgado da mesma forma que aprecia julgar?

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É, se eu seguir a mesma linha de raciocínio de que se eu como humana não gosto, imagino que você como humano também não gosta. Certo?

E por que será que precisamos emitir julgamentos né? Será que emitir opinião em forma de julgamento é uma forma de nos auto assegurar? Reafirmamos quem somos quando enxergamos nos outros aquilo que acreditamos que não somos?

Filosofias à parte, uma das coisas que melhorou absurdos minha interação comigo mesma e com as outras pessoas, conhecidas e desconhecidas, foi a maneira como Marshall Rosenberg, o psicólogo que sistematizou a comunicação não-violenta, fala sobre a questão do julgamento. Ele diz que escolhemos brincar de Deus ao julgar e rotular as pessoas como certas ou erradas de acordo com os nossos valores.

Achei tão forte ler isso e depois de alguma tempo e auto observação acabei concordando que realmente, ao julgar os outros me coloco em uma posição superior de achar que sei o que é “melhor”. Bateu aí para você também? Se você achou meio exagero, segue investigando o que tem ai dentro de você que está causando esse desconforto.

Fato é que, segundo a CNV, nossos julgamentos nada mais são do que uma maneira que encontramos de expressar aquilo que precisamos e não estamos conseguindo. Por exemplo; digamos que acho o fim da picada quando pessoas guardam lugares em eventos para outras pessoas pois acredito que elas deveriam se esforçar para chegar em tempo e ser justa com quem já estava lá esperando. Na realidade, essa opinião que penso ou falo, esse julgamento que eu faço, nada mais é do que minha necessidade de organização, equilíbrio e justiça ou quem sabe minha expectativa de conseguir um bom lugar, que não é atendida.

O convite é você falar de você ao invés de falar dos outros, fale o que você sente, o que você precisa, o que é importante para você, SEM rotular os outros ou deixar implícito que as outras pessoas tem uma natureza errada.

Desafiador né? Mas altamente possível.

Deixo você com uma história que, para mim, foi muito curativa para esses momentos que percebo um desconforto estimulado pelo comportamento dos outros, e, às vezes, até por comportamentos próprios. Percebi que depois de ter ouvido essa história, com o tempo, eu passei a não generalizar mais a ação das pessoas, buscando sempre quantas possibilidades poderiam existir para esclarecer aquela atitude que aparentemente eu não estava enxergando.

Gradativamente venho gastando meu tempo e minha energia para descobrir estratégias que atendam a necessidade que tenho, mas que antigamente seriam expressadas em forma de julgamento, ao invés de gastar essa energia rotulando e ficando chateada com os outros.

Que as imagens deste conto enriqueçam seu mundo interno e te ajudem a construir uma linguagem simbólica mais ampla com a vida.

#contoterapia

Contoterapia

Abraços e até

Anna

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